Aquecimento global
é uma grande mentira, diz doutor em Climatologia da USP.
Ricardo Augusto Felício, especialista em clima,
crava também que tudo não passa de uma "balela" criada para fins
políticos e econômicos...
Há pelo menos três décadas o tema sustentabilidade
tomou conta da agenda internacional. Governos do mundo inteiro se dizem
preocupados e montam estratégias de “como conservar o planeta”. Os possíveis
malefícios que o chamado aquecimento global pode causar à humanidade nos são
ensinados desde a época da escola, quase que na mesma proporção das quatro operações
básicas da matemática e da concordância.
O efeito estufa e
os buracos na camada de ozônio entraram na nossa casa por
meio dos veículos de comunicação, que tomaram a pauta para si e veiculam as
catástrofes anunciadas por cientistas.
Ser sustentável se
tornou cool. Cuidar da natureza para mantê-la próspera e exuberante para as
próximas gerações, uma obrigatoriedade. E se a esta altura viesse alguém com
gabarito, teses científicas, e muitos argumentos embasados e convincentes dizer
que tudo isso não basta de balela, impossível, e que por trás de todo este
cataclisma criado, há muito mais poder político econômico,
do que de fato algo que realmente está existindo?
Pois bem. Este alguém existe. E não é um único
alguém. Há no mundo centenas de cientistas que tentam expor suas teses de que o
aquecimento global não passa de uma farsa inventada.
No Brasil, um dos maiores expoentes desta corrente
chama-se Ricardo Augusto Felício, doutor em Climatologia pela Universidade de
São Paulo (USP), que junto com sua equipe do Departamento de Geografia tenta
ecoar sua voz para mostrar que entramos numa rota equivocada, e que o debate
precisa ser ampliado, para tratar deste assunto do modo como ele merece.
“A história do
aquecimento global é baseada em um conceito físico que não existe, e não se
consegue fazer evidência desta existência. É uma grande balela. Os cientistas
perguntam onde estão as provas desta existência, e o lado de lá [cientistas e
ambientalistas que acreditam] há 26 anos não nos apresentam”, crava o
especialista. “A força que eles conseguiram para manter esta ideia vem do
caos ambiental. O aquecimento global se tornou o mal para todos os problemas
da sociedade, e isso é ridículo”,
afirma.
Efeito estufa e
camada de ozônio:
Os ambientalistas sustentam a tese de que o
aquecimento global seria oriundo da re-emissão causada por gases ditos de
"efeito estufa", graças a sua elevação de concentração na atmosfera,
por exemplo, do dióxido de carbono (CO2).
“O grande absurdo de tudo isso é achar que um
elemento só controla tudo, dizendo que o CO2 ou qualquer outro gás causaria o
efeito estufa. Este reducionismo é ridículo, é chamar todos os cientistas da
história de idiotas.Primeiro, porque, quem controla (o clima da Terra é o Sol,
e depois são os oceanos, que são 3/4 do planeta”, explica o climatologista
“O CO2 não tem nenhuma contribuição específica, sua
taxa na atmosfera equivale a apenas 0,035%, no máximo, e a própria elevação
deste gás é suspeita, se comparar medições de satélites com as de superfície,
não batem. Não dá para acreditar nisso, primeiro por conta das medidas, segundo
porque a hipótese é furada”, continua o climatologista. “A história deles é que
estas moléculas fariam um jogo de ping-pong com a radiação infravermelha e
voltariam para a Terra. Isso não dá para acreditar, porque primeiro se ela
absorvesse a energia ela trabalharia em um processo isotrópico e deveria ir
para todos os lados, e não como uma raquete que bate e volta para o planeta. O
efeito estufa é uma teoria física que não existe, por conta de que nosso
planeta tem esta temperatura, pois a atmosfera recebe a energia do Sol”,
Outro argumento para sustentar a teoria do
aquecimento global, questionado pelo climatologista, refere-se ao derretimento
do gelo nos oceanos, que estariam elevando o nível do mar.
“Para se ter uma ideia existem 160 mil geleiras no
planeta, mas no máximo 50 são mapeadas. Vivemos no período interglacial, e
nesta época, é da natureza dos gelos se derreterem, isso é geológico. O
derretimento é resultado da devolução de água para o sistema hidrológico.
Depois o processo se inverte, e a água é depositada nas geleiras em forma de
neve. Isso é um ciclo natural muito estudado na natureza”, afirma. “E a geleira
que hoje derrete está dentro do oceano, ou seja, é água dentro de água, não
altera nada, por isso, não eleva o nível do mar. Ele tem seus ciclos e
variações, que aumentam um pouco, o que é normal”, sustenta.
Interesses por trás:
Felício também discorre que para manter este tema
quente, indústrias, governos, mídia, e uma sociedade leiga neste assunto e com
medo, dão combustível para que a cada dia o aquecimento global continue
amedrontando o mundo inteiro. Ele ainda afirma que a grande maioria dos
cientistas que atuam neste sentido é profissional que trabalhou durante a
Guerra Fria (1945-1989), e com a queda do Muro de Berlim, ficaria desempregado.
“Mudaram o tema da guerra termoglobal para aquecimento global”, coloca. “Estes
cientistas gostam de simulações, as mesmas que faziam em casos de bombas, hoje
fazem-se em criar possíveis catástrofes”, diz..
Além, claro, ainda de acordo com a sua visão, haver
muito interesse econômico para sustentar a cocorrente “aquecimentista”.
“Vejamos o caso
das patentes. A atual, (H)CFC (Hidroclorofluorcarboneto), irá vencer em breve.
Ou seja, precisarão de uma nova, e nossos equipamentos que possuem este gás
precisarão ser renovados, assim como parques industriais inteiros, já que
criaram a história de que ele prejudica a camada de ozônio. Isso gera muito dinheiro, alguém está ganhando
muito com isso. Não é bom acabar”, afirma. “Desculpe dizer, mas a mídia tem boa
parte da culpa, porque segue esta agenda internacional”, continua. “Se prestar
atenção o discurso ambientalista é favorável ao governo, pois assim sustenta
mais impostos, age no cerceamento dos direitos civis, inclusive não faz
obrigações ambientais, com a desculpa do aquecimento”, critica.
Rio + 20:
No mês que vem a cidade do Rio de Janeiro irá
sediar um dos eventos mais aguardados no mundo, o Rio + 20, que irá reunir
governos do mundo inteiro para debater a questão ambiental e sustentável. Não é
difícil imaginar que o mestre em climatologia é amplamente desfavorável a
encontros deste tipo, e mais, sarcástico e irônico ao falar dele.
“A ‘casa está caindo’ lá na Europa, não precisa
muito para eles começarem a se pegar. Precisa gerar lucro em algum lugar. Onde
fazer isso? Na América Latina, suas antigas colônias. Em 1492 chegaram aqui com
espelhos dizendo que os índios precisavam daquilo para sobreviver. Em 1992 a
mesma coisa –, neste ano houve a Eco 92, também no Rio; Agora, eles veem aqui,
um país subdesenvolvido, isso é dado do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia
e Estatística), que aponta que haja 40 milhões de brasileiros vivendo sem as
necessidades básicas, como saneamento e comida na mesa, e dizem que precisamos
nos preocupar com sustentabilidade. Me poupe. Não tem que se preocupar”, afirma
o especialista.
E você? o que acha?
Matéria do site DCI (Diário Comércio Indústria & Serviços)